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A vez dos tecnólogos

Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, a educação superior privada passou a ter novas perspectivas no campo da educação profissional. Dentre as inovações trazidas pela LDB tivemos o ressurgimento dos cursos superiores tecnológicos, mais conhecidos pelo público em geral como Tecnólogos.

Muitas são as dúvidas que ainda persistem na sociedade em geral e principalmente nos vestibulandos. A grande questão é a seguinte: é um bom negócio fazer um curso Tecnólogo? Antes de responder a presente indagação, observemos.

Os tecnólogos são cursos superiores cujo foco de atuação restringe-se a determinadas áreas profissionais, voltados para as necessidades do mercado, formando profissionais especialistas em uma determinada área do conhecimento. Motivo pelo qual suas disciplinas são mais específicas (e atrativas) em relação aos tradicionais cursos de bacharelados ou de licenciaturas.

Os tecnólogos não são aconselhados às pessoas que querem ter uma visão generalista da ciência ao qual pretende se dedicar. Nem àqueles que pretendem exercer o magistério.

Como as necessidades profissionais são dinâmicas, os tecnólogos possuem um outro diferencial em relação aos cursos de bacharelado, que é a sua duração. Em média de 2 anos – e em alguns casos 3 anos – é possível obter-se sua conclusão. Portanto, os alunos, ao colarem grau, ingressam no mercado de trabalho com os conceitos acadêmicos atualizados, diferentemente dos cursos com duração de 5 ou 6 anos, que possuem um perfil mais voltado para a formação generalista e de pesquisa.

Muitos alunos dos cursos tecnólogos são pessoas que compatibilizam sua atuação profissional com o curso, por exemplo: bancários (com gestão de instituições financeiras); empresários do setor de alimentação (com gastronomia); comerciantes (com gestão de negócios varejista); Peritos (com segurança do trabalho) etc.

Por serem pouco difundidos em algumas regiões do Brasil (no Sudeste já são bastante conhecidos e funcionam de forma efetiva), muitas vezes não recebem a credibilidade necessária devido ao desconhecimento da legislação superior. A ignorância sobre o assunto não se limita somente à sociedade em geral, mas as próprias instituições de ensino, aos docentes e aos discentes. Grande parte desse desconhecimento é devido à própria consolidação da legislação educacional que é inexistente em nosso país.

Os cursos superiores de tecnologia conferem ao aluno um diploma que lhe concede o direito de ingressar em Pós-graduações: Lato Sensu (Especializações ou MBA) e Strictu Sensu (Mestrado e Doutorado). Ainda, a critério da instituição de ensino, poderão ser concedidos certificados intermediários de nível superior de caráter profissional. Algo semelhante ao que existe na área de informática.

Os diplomas dos tecnólogos concedem ao seu portador o direito de inscrição em concursos públicos, equiparando-se nesse caso aos bacharelados e licenciaturas. Portanto, outra vantagem para quem deseja ingressar na administração pública.

O crescimento dos tecnólogos surpreende aos que acompanham sua evolução. Segundo dados do último Censo do Ensino Superior (2019), realizado pelo Inep/MEC, informa que em 2000 não existia um único centro de educação tecnológica privado no Brasil, contrariando os dias atuais que registram o funcionamento de 95 centros tecnológicos, o que corresponde a 26.358 alunos matriculados, sendo responsável por 34,49% das matriculas em instituições privadas superiores.

Para os alunos de menor poder aquisitivo, os tecnólogos são mais uma alternativa às adversidades financeiras da vida, posto que a sua curta duração repercute diretamente (e positivamente) no orçamento familiar.

Os tecnólogos são uma modalidade de educação superior, criados por lei e com grande perspectiva de empregabilidade em nosso país. Por isso, é importante que a instituição escolhida seja séria, de qualidade e inovadora.

Os cursos superiores de tecnologia são a “bola da vez”, portanto. O cuidado que o interessado deve ter é com as instituições “fantasmas”, que funcionam de forma irregular, ao arrepio da lei. É preciso que os candidatos aos tecnólogos verifiquem junto ao MEC (ou exijam das instituições de ensino superior) a Portaria de autorização do curso e o credenciamento da instituição.

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