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Aptidão Específica

“A construção do conhecimento é um processo,
onde é necessária a consciência
de que muitas adversidades aparecerão
no caminho daqueles que lutam.”
José Albino Filho

Reação normal de um jovem que acabou de escolher uma profissão como Estilismo, Arquitetura, Música ou Teatro.
Várias Universidades do país ainda recorrem à prova de Aptidão Específica para avaliar a capacidade dos seus iniciantes nas diversas áreas ligadas à arte.

Pois bem, chama-se prova de aptidão específica ou habilidade específica à avaliação de noções práticas e teóricas sobre a área do curso que o aluno pretende fazer. Tida como um dos itens mais importantes na classificação e desempate dos vestibulandos trata-se de uma avaliação que pré-qualifica o candidato aos cursos relacionados à arte.
No caso mais específico das artes visuais isto acontece através do desenho de observação e criação sondando os conhecimentos do aluno sobre os fundamentos da comunicação e expressão que tem como suporte o papel.

Sabemos que tanto a forma como o que se avalia, deve ser cuidadosamente estudado para a concretização de qualquer projeto educacional e não poderia ser diferente em se tratando de um mundo tão subjetivo como o das artes.

O vestibular inegavelmente é uma barreira ao acesso à Universidade e, como tal, fator de desarticulação à continuidade dos estudos. Sua estrutura atual persiste discutível, e a seleção resultante questionável.
Conhecemos os graves efeitos sobre o segundo grau e a discriminação social nele embutida é ostensiva e tanto maior nestes casos das provas de aptidão específica, onde se deseja que o aluno prove a sua iniciação artística que envolve sensibilidade estética, muito mais através de um “treinamento” da sua habilidade do que através do seu talento real.

Enquanto algumas Universidades já abandonaram este critério de seleção em seus cursos de Artes, outras continuam a empregar provas cujos critérios de avaliação normalmente são:

o Proporção e perspectiva;
o Volume e textura;
o Organização espacial.

Não seria papel da Instituição iniciar os seus alunos nestas práticas tão características destas profissões?

Mais valeria obter informação sobre a capacidade de aprender do candidato aos estudos superiores do que testá-lo numa prova onde o aluno precisará ter previamente um entendimento da arte como um conjunto.Noções estas, que necessariamente precisam ser aprendidas.
Polêmicas à parte, a prova está aí. Para vencê-la o aluno deverá preparar-se, pois ingressando em um curso onde todos foram aprovados em suas habilidades específicas fará parte de um grupo onde a maioria já aprendeu as noções básicas e o normal será seguir adiante!
Realmente, não é necessário ser um desenhista profissional nem um artista de renome, no entanto o pretendente dentro do campo de artes visuais tem que estar preparado para expressar graficamente o seu pensamento, através de formas, volumes, composições de sólidos, representação de objetos e elementos da paisagem urbana.

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