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Crise na Leitura: falta de exemplo?

Paremos um pouco para pensar e, com certeza, entenderemos que a leitura é um hábito que a cada dia vem perdendo mais espaço para distrações mais atraentes para o público jovem: internet, jogos, shopping, ou pior, bebidas, fumo, drogas ilegais, sexo sem responsabilidade. Ler é entediante, os faz perder tempo. Não falaremos das estatísticas que tanto são lançadas quando o assunto é leitura. Sabemos que o leitor do Brasil lê muito menos que o leitor da França, Japão, etc. O problema maior é o de que o leitor do Brasil de hoje, principalmente o jovem, lê menos que o leitor do Brasil de 5, 10 anos atrás. O argumento de muitos é o valor dos livros, eles são muitos “caros” para serem adquiridos. Muito bem, então perguntamos: por que as pessoas não aproveitam o acesso gratuito que têm às bibliotecas, onde podem ler até mesmo muitos lançamentos e livros da “moda”?

Nossos dias atuais apresentam leitores que não querem, não sabem, não gostam de ler. Por que? Pensamos que devido à falta de motivação, ninguém lhes dá o exemplo. O ato de ler não é uma habilidade que nasce com o indivíduo, ela precisa ser ensinada e incentivada tanto em casa como na escola, respeitando o gosto individual de cada um. Como resultado dessa falta de incentivo temos alunos de boas escolas viciando-se na linguagem da internet, com seus irritantes “axim, aki, taum” assassinando a nossa língua, ou erros absurdos em redações, como “ciquer” ao invés de “sequer”, ou ainda alunos que acreditam ser o seio um órgão genital.

Para que a leitura seja ensinada e exemplificada, pensamos que escola e pais devem olhar a biblioteca como um espaço de aperfeiçoamento, aprendizagem e, principalmente: um local que proporciona o prazer pelo ato de ler.

Por que o professor não pode explorar os tesouros da biblioteca, ler um livro e comentar com seus alunos afim de que eles possam interessar-se por esta leitura? Falta de tempo não é desculpa. Tem, então, este professor o hábito de ler? E por que não aproveitar os bons leitores em sala de aula, chamá-los a ler para os colegas e demonstrar como a leitura os deixa seguros no ato da fala e com bagagem cultural para troca de idéias?

Levantamos as questões: por que a menina, quando pequena, normalmente tenta fazer-se a imagem e semelhança da mãe, imitando o ato de pentear cabelos, colocar sapatos de salto? E por que muitos filhos querem seguir a mesma profissão do pai? Filho de peixe peixinho é? Pois bem, filho de leitor, leitor será. Incentivar desde a mais tenra idade o hábito da leitura, compartilhar com os filhos a leitura trazida da escola, esses são os deveres dos pais.

De nada adianta aprender o ABC e não desenvolver sua capacidade de ver o mundo através das letras, desenvolver consciência como ser humano dos benefícios que o saudável hábito da leitura traz. Pois já dizia nosso querido Mário Quintana: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”.

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