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O que tem de errado comigo?

O conflito entre aquilo que queremos e o que nossos pais acham que é o melhor para nós provoca a sensação de que somos MUITO diferentes mesmo! Com os amigos, porém, ocorre exatamente o oposto. Por eles fazerem parte desse nosso mundo, acabamos nos identificando tanto com nossa turma que parecemos todos mais ou menos iguais.

Olhando para os lados, até pode parecer que todo grupo de adolescentes é igual mesmo: as turmas vestem mais ou menos o mesmo tipo de roupa, parece que todo mundo já beijou ou tem namorado, todos freqüentam os mesmos lugares, ouvem um mesmo tipo de música… E, se ser diferente dos pais é algo supernormal e aceito. Mas, ser diferente da turma costuma despertar uma dúvida: o que tem de errado comigo?

Quem já não se fez essa pergunta pelo menos uma vez na vida? Lá, na solidão do quarto, vêm as comparações: “Todo mundo já beijou, só eu não…”, “O clima de vestibular já tomou conta de toda a classe, por que eu não consigo me animar?”, “Imagina se eu conto pra alguém que gosto desse tipo de poesia… Ia ser o maior mico!”, “Às vezes, eu olho para os meus amigos e acho que eles não têm nada a ver comigo.”, “Olhando de fora, parece que todo mundo é amigo, mas, lá no fundo, acho que ninguém me entende…”.

Mas, se todo mundo se sente um pouco diferente, qual é o problema então?

A resposta é: muitos e nenhum. Muitos porque, na adolescência, parece que ser aceito pelos amigos é essencial para a própria sobrevivência, e a aceitação pelo grupo passa pela identificação entre as pessoas. Ao mesmo tempo que somos adolescentes supermodernos, somos também muito conservadores, porque seguimos algumas regras de convivência bastante rígidas. Por exemplo: é difícil escapar da gozação dos colegas quando se tira uma nota baixa com aquele professor que todo mundo vai bem. Ou não passar em nenhum vestibular e a galera toda já é bixo. É difícil agüentar as críticas dos amigos, sustentar uma postura que difere da do grupo.

Ao mesmo tempo, não há problema nenhum em ser diferente. Até porque, embora às vezes não pareça, as pessoas são sempre muito diferentes umas das outras e esse é o grande barato da vida. Cada um tem seu próprio tempo de namorar, de se interessar por esse ou aquele assunto, de passar no vestibular.

Tudo isso nos leva a pensar que, se às vezes nos sentimos um pouco diferentes dos outros, eles também se sentem assim. No final das contas, estamos todos no mesmo barco. E você: tem se aceitado bem? Tem aceitado bem as diferenças dos outros? Esse é um bom caminho para se sentir mais feliz.

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