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Orientação para provas e simulados “tipo teste”

Muitos erros comuns que se cometem nos vestibulares podem ser antecipados e conseqüentemente evitados, se vocês participarem das provas e acatarem as recomendações.

É por isso que dizemos: errar nas provas do curso para não errar nos vestibulares.

As provas têm três fases: antes, durante e depois.

* Antes de uma prova, você deve estudar, tirar suas dúvidas (as dúvidas só aparecem para quem estuda). Deve saber distribuir o seu tempo entre as aulas, estudo em casa e lazer.

Caso você seja daqueles que costumam ter “brancos” na hora das provas, é possível que estes sejam resultantes de falta de autoconfiança. Se você não tem uma programação de estudo, certamente não conquistará a segurança necessária e, portanto, a ansiedade fatalmente lhe causará tais lapsos.

A preparação para as provas e exames não deve ser feita através de “virada” de última hora, varando madrugadas, mas através de um estudo consciente e continuado, distribuído racionalmente pelo tempo disponível.

Prepare-se tranqüila e conscientemente para suas provas e vestibulares. Estude com técnica, interesse e paciência. Faça a sua revisão tecnicamente; não adianta querer estudar tudo de novo. Não há tempo para isso e nem é necessário. Faça a revisão lendo nos textos as partes sublinhadas e as anotações feitas.

* Durante a prova, você deve acima de tudo ser honesto consigo mesmo. Uma prova honesta apontará, através do boletim, seus pontos fracos nas várias disciplinas e lhe dará oportunidade de revisá-los.

Em primeiro lugar leia as instruções. É importante saber como será a prova, quanto tempo ela durará. Cuidado: no total de horas está incluso o tempo necessário para passar os resultados na folha de respostas. Assim, é preciso verificar o quanto está reservado para a resolução da prova.

Concentre-se, esteja atento a tudo e seja cuidadoso nas resoluções das questões. Ouça atentamente qualquer orientação que seja dada pelo fiscal e leia com toda atenção as instruções constantes da prova.

Um bom começo: dividir os minutos pelo número de questões e ver qual o tempo médio por questão. Numa primeira leitura, resolva os testes mais fáceis e assinale aqueles de dificuldade média. Se, no início da prova você desperdiçar muito tempo em algum teste, corre o risco de cansar, e o restante estará prejudicado.

Numa segunda leitura, resolva os testes de dificuldade média, deixando para o fim aqueles mais difíceis. Não deixe teste nenhum sem resposta. Se não souber resolvê-lo, a saída é “chutar” com critério, ou seja, ler rapidamente as 5 alternativas e ver se uma ou mais podem ser eliminadas. Tudo o que atenta contra a lógica, os princípios e o bom senso, tende a estar errado.

Em todas as ciências não exatas, a tendência natural é a de que sempre existam exceções e ressalvas. Como diz o ditado, “toda regra tem exceção”. Sendo assim, quando você estiver em dúvida, elimine as alternativas que não abram espaço para exceções, com palavras como “nunca”, “sempre”, “sem exceções”, “jamais” etc. a probabilidade de acerto será maior se marcarmos as questões mais abertas, que admitam uma ou outra exceção.

Aproveite bem todo o tempo da avaliação; os momentos que lhe restarem devem ser usados para reler suas respostas. Resolva a prova por completo, usando todo o tempo disponível para isso. Não esquecer de reservar alguns minutos para a passagem das respostas para a folha de resposta, com a máxima atenção e cuidado. Não dependa da sorte nem da probabilidade. Estude para saber a resposta certa.

As provas interpretativas sempre exigem do estudante um alto nível de concentração, principalmente porque são interdisciplinares. No entanto, o maior erro que se comete é de achar que elas cobram o máximo de conhecimento que cada um possui. Ora, elas são objetivas, ou seja, possuem respostas únicas. É preciso limitar-se ao conteúdo que o texto apresenta para fazer uma boa interpretação. Sair dos limites do texto é ir muito além do que o texto diz – um erro certo!

Como ler?

A primeira intenção de qualquer candidato deve ser a de retirar a idéia central do texto. Para isso, basta buscar aquilo que o texto valoriza ou critica. Esse assunto positivo ou negativo é a idéia central. Os exemplos, as comparações ou as citações são meras comprovações e, por mais interessantes que sejam, não fazem parte da idéia central.

Guarde a mensagem principal em mente ou grife no texto. Pronto! Leitura eficiente.

Como encontrar a alternativa correta?

Procure os erros primeiro. Toda prova objetiva é construída em cima dos possíveis erros dos candidatos. E o que pode ser uma falha de leitura?

1)Extrapolação : sair dos limites do que o texto disse.
2)Redução : ficar preso a uma parte do texto que não representa a idéia central.
3)Contradição: o oposto da idéia central.

As alternativas que sobrarem sem um desses 3 tipos de erros são consideradas certas.

Lembre-se:

Quanto mais você praticar com técnica, melhor fará as provas interpretativas e em todas as disciplinas. Programe seus estudos e sucesso!

Confira por quê é importante você não perder o ritmo de estudo!

•Começar a preparação cedo melhora o rendimento e diminui o estresse

Ainda faltam por volta de oito meses para começar a maioria dos grandes vestibulares. Mas, quanto antes iniciar sua preparação, menos o candidato vai sofrer às vésperas dos exames.

Os processos seletivos costumam cobrar todo o conteúdo visto durante os três anos do ensino médio. Tentar aprender tudo em três ou quatro meses provavelmente dificultará o ingresso em carreiras mais concorridas.

“O ideal é começar a estudar o quanto antes e fazê-lo aos poucos. Deixar acumular a matéria no final do ano aumenta a ansiedade e o estresse”, disse Cíntia Freller, professora de psicologia da USP.

Segundo ela, o aluno que deixa para estudar nos últimos meses e percebe que há muito conteúdo que ainda não domina tem sua carga de nervosismo aumentado. Se, pelo contrário, ele começa cedo e vê que está em dia com a matéria, sente-se mais seguro.

Qualidade de estudo
A psicopedagoga Silvia Amaral de Mello Pinto afirma que, deixando para estudar só no final do ano, o candidato prejudicará também a qualidade de seu estudo. “Em cima da hora, pode-se fazer uma revisão de alguns tópicos, mas não é possível aprofundar-se neles.”

Para a também a psicopedagoga Fátima Gola, a preparação antecipada para o vestibular ajuda a se acostumar com o formato das provas, como os testes de múltipla escolha e as formas de abordar os assuntos. “Existe uma preparação para a linguagem do vestibular. Dependendo de que e de onde quer estudar, o jovem deve começar a se preparar cedo.”

A redação, uma das habilidades mais importantes, sempre exigida nos exames, não se aprende em pouco tempo. “Redação não se aprende de um dia para o outro. É um processo constante de aperfeiçoamento. Por isso, quanto antes começar a treinar, melhor o estudante escreverá”, disse Thaís Nicoleti de Camargo, consultora de português da Folha.

Aprovados estudavam matérias do dia e mantinham horários de lazer

Estudar à tarde a matéria que teve pela manhã no cursinho e não abrir mão de um horário durante a semana reservado apenas para o lazer. Foi isso o que fizeram Raphael Barroso Kato e Igor Leonardo Padovesi Mota, ambos de 18 anos, que no ano passado faziam cursinho e, hoje, estudam medicina na USP.

Kato, que foi o primeiro colocado geral na Unesp, passou também na Unifesp, Unicamp e na Famema (Faculdade de Medicina de Marília). Ele fazia cursinho pela manhã e, quando chegava a sua casa, estudava das 14h às 18h. Ele ficava com as apostilas até mais tarde apenas quando tinha matéria acumulada. Todos os dias, ele levava o jornal para o cursinho e lia os assuntos principais durante os intervalos.

Mesmo em ano de vestibular, ele não abandonou um campeonato de futebol em seu clube, onde jogava pelo menos um dia por semana. “Não pode deixar tudo de lado. O lazer também é importante”, disse ele, que também não estudava aos domingos.

Já as baladas de sábado ficaram mais raras. “Eu tinha aulas nas manhãs de sábado e, quando chegava em casa, repassava a matéria do dia, o que cansava bastante.” Mota foi o sétimo colocado em medicina na USP e o 18º na classificação geral, além de ter sido aprovado na Unicamp e na Unifesp. Diferentemente de Kato, ele não estudava quando chegava das aulas de sábado no cursinho, mas quase sempre aproveitava o dia para sair com os amigos.

A matéria vista na semana era repassada no domingo, quando também colocava em dia tópicos atrasados. Nos dias de semana, ao chegar da aula, ele procurava descansar até por volta das 15h30, quando começava a estudar as matérias do dia até as 22h. Segundo Mota, o que fez diferença em seu desempenho foi a preparação que começou a fazer já no primeiro ano do ensino médio. “No colegial, como sabia que queria medicina e era difícil, comecei a estudar não só para as provas, mas pensando mais para a frente.”

Além de estudar por conta própria alguns tópicos, ele participava de simulados abertos em cursinhos e prestou vestibulares como treineiro para se adaptar à prova.

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