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Aquecimento global na Antártica

Alunas de Biologia da UNITAU participam de
estudos sobre aquecimento global na Antártica

 

 

Duas alunas do curso de Biologia da Universidade
de Taubaté (UNITAU) embarcam nesta segunda-feira, 24 de novembro, para uma
grande experiência de aprendizado e pesquisas na estação brasileira “Comandante
Ferraz”, na Antártica. Viviane Nogueira (do 4º ano) e Mariana Feijó (do 3º ano)
vão ao continente gelado para realizar estudos selecionados pelo Programa
Antártico Brasileiro (Proantar), do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A pesquisa que será realizada pelas universitárias
consiste na análise dos efeitos da alta concentração de metais pesados,
presentes na água do continente, em peixes antárticos. Com o aquecimento global
e, conseqüentemente, com o aumento da poluição atmosférica, os níveis de
concentração de metais pesados na Antártica aumentou, o que exige que os
organismos da região se adaptem. Além disso, as alunas vão verificar a reação
dos peixes à alteração do nível de salinidade e do PH da água.

Na Antártica, elas realizarão a coleta de
materiais, sozinhas. Para isso, receberam um treinamento especial do Prof. Dr.
Edson Rodrigues, que realiza expedições ao continente há 23 anos.

Viviane atua como estagiária no Laboratório de
Bioquímica da UNITAU desde o segundo ano do curso. Durante todo o período do
estágio, ela realizou atividades de pesquisa desenvolvidas por Rodrigues. Seu
trabalho de conclusão de curso (TCC) refere-se a analise dos efeitos de metais
pesados em organismos antárticos, como ouriços e estrelas-do-mar característicos
da região. Ela conseguiu realizar a pesquisa graças ao material coletado por
Rodrigues durante suas expedições, que é disponibilizado aos alunos no
Laboratório de Bioquímica. Para Viviane, a oportunidade de viajar à Antártica e
permanecer lá por dois meses é única. “Na maioria das vezes, apenas
pesquisadores conseguem vagas para essas expedições científicas”.

Mariana começou a desenvolver seu trabalho de
conclusão de curso (TCC) sobre esse assunto. Ela quer estudar a atividade da
anginase, uma enzima, nas brânquias do molusco antártico nacella concinna.
A aluna também é estagiária do Laboratório de Bioquímica do Departamento de
Biologia da UNITAU, desde o segundo ano do curso. Para ela, que passará 30 dias
no continente gelado, a experiência de realizar um importante trabalho de
pesquisa em continente é muito enriquecedora.

 

UNITAU NA ARTÁRTICA – Esta é a segunda vez
que alunos de graduação da UNITAU participam de expedições científicas na
Antártica. Desde outubro, o aluno Edson Rodrigues Filho já desenvolve estudos na
estação “Comandante Ferraz”.

A Universidade de Taubaté já realiza expedições
científicas ao continente gelado há quase três décadas. Os docentes Dr. Edson
Rodrigues e Dra. Gannabathula Sree Vani, do Departamento de Biologia; o Dr. José
Marques da Costa e o Dr. José Henrique Fernandez, do Departamento de Matemática
e Física participam de diferentes estudos no continente. Com isso, alunos de
iniciação científica de diversos cursos de graduação da Instituição, como
Matemática, Física, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Ciências
Biológicas podem realizar experimentos com dados e materiais coletados. Todos os
trabalhos desenvolvidos na Antártica têm o financiamento do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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