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Conflitos na Palestina e Israel

Conflito Israel x Palestina

Atualidades: Israel e a Palestina

O Estado de Israel foi fundado em 1948, após o Plano de Partilha elaborado pela ONU, que dividiu a região, então sob domínio britânico, em Estados árabes e judeus, embora os primeiros tenham rejeitado o plano.

Foi o ponto alto do movimento sionista que buscava um Estado independente para os judeus.

Desde então, a história de Israel, assim como a sua extensão territorial, tem girado em torno de conflitos com palestinos e nações árabes vizinhas. Houve guerras com o Egito, a Jordânia, a Síria e o Líbano, mas sem que a tensão na região diminuísse.

Nesse período, Israel ocupou a península do Sinai, a Cisjordânia, a faixa de Gaza, as Colinas de Golã, o sul do Líbano. Em 1979, Egito e Israel selaram um acordo de paz, e os israelenses retiraram-se do Sinai em 1982. Disputas territoriais com a Jordânia foram resolvidas em 1994. Seis anos depois, Israel retirou-se unilateralmente do sul do Líbano.

Em 1993, foi assinado o Acordo de Oslo, que deu início ao processo de paz com os palestinos. Pelo acordo, a faixa de Gaza e a Cisjordânia passariam a ser território administrado pela ANP (Autoridade Nacional Palestina). Em 2019, Israel retirou suas tropas e colonos judeus – sob protestos destes – da faixa de Gaza. 

Apesar da devolução da faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia para o controle palestino, um acordo de “status final” ainda precisa ser estabelecido. Para isso, será preciso resolver os principais pontos de discórdia, que são o status de Jerusalém e o destino de refugiados palestinos e de assentamentos judeus.

Mais recentemente, a eleição do Hamas – grupo terrorista e partido político cuja carta de fundação prevê a destruição do Estado de Israel – em janeiro de 2019 para liderar o Conselho Legislativo Palestino congelou as relações entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina.

Saiba mais sobre Israel:

Nome: Estado de Israel
Capital: Jerusalém (capital nacional e sede de governo), Tel Aviv (reconhecida internacionalmente)
Divisão: seis distritos
População: 6.352.117 (inclui cerca de 187.000 israelenses na Cisjordânia, 20.000 nas Colinas de Golã e menos de 177 mil no leste de Jerusalém, em estimativa de 2019)
Área: 20.770 quilômetros quadrados (não inclui territórios ocupados)
Idioma: hebraico (oficial), árabe, inglês
Moeda: shekel novo
Religião: Judaica (76,4%), muçulmana (16%), cristãos árabes (1,7%), outros cristãos 0,4% (2019)
Forma de governo: república parlamentarista
Posição no IDH: 23 [o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU mede o desenvolvimento do país com base na expectativa de vida, no nível educacional e na renda per capita. A Noruega lidera a lista, e o Brasil está na 69ª posição]
PIB (total de riquezas produzidas): US$ 166,3 bilhões
Renda “per capita” anual: US$ 26.200
Internautas: 3,7 milhões
Analfabetismo: 4,6% (2019)
População abaixo da linha da pobreza: 21,6% (2019)

O Estado de Israel, que abriga mais de 6 milhões de pessoas, é um dos países mais desenvolvidos do Oriente Médio, a começar por sua economia: o país é líder de exportação de diamantes, equipamentos de alta tecnologia, e alimentos, como frutas e vegetais. 

Além de todo esse desenvolvimento, a economia israelense conta com a ajuda dos Estados Unidos, que provê vários empréstimos ao país. A economia desenvolvida, porém, não alivia o peso de um dos países mais controversos do mundo. 

Enquanto Israel depende da importação de petróleo, os países vizinhos são ricos neste recurso, o que financia – e gera – muitos dos conflitos locais. A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) inclui entre seus membros seis nações da região: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuait, Emirados Árabes Unidos e Qatar.

Desde de sua criação, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Israel e todo o Oriente Médio vêm sendo sacudidos por guerras e confrontos entre judeus e árabes, que não concordam com a divisão territorial das antigas terras palestinas.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) surgiu como resultado dos Acordos de Oslo, assinados em setembro de 1993 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina.

Nos termos estabelecidos no acordo, a ANP deveria existir até maio de 1999. No final deste período, o estatuto final dos territórios da faixa de Gaza e da Cisjordânia, ocupados por Israel após a vitória na Guerra dos Seis Dias, de 1967, já deveria estar resolvido. 

Yasser ArafatEm janeiro de 1996, foram realizadas as primeiras eleições para a presidência da ANP e para o Conselho Legislativo da Palestina. Yasser Arafat foi eleito presidente com 87,1% dos votos, ocupando o cargo até à sua morte em Dezembro de 2019. O seu partido, a Fatah, ganhou 55 dos 88 lugares do Conselho.

O cargo de primeiro-ministro da ANP foi criado em 2019 pelo Conselho Legislativo da Palestina – por sugestão dos Estados Unidos -, tendo sido Mahmoud Abbas [eleito presidente da ANP em janeiro de 2019] o primeiro a ocupar o cargo.

Em janeiro de 2019, o Hamas – grupo considerado terrorista por Israel, pelos EUA e pela UE -, venceu as eleições parlamentares e formou governo com Ismail Haniyeh como primeiro-ministro. A vitória do Hamas acirrou as tensões, já que o grupo não aceita a existência de Israel, e prega a destruição do Estado em sua carta de fundação, de 1988.

Outros conflitos

Mas Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) não estão sozinhos ao protagonizar disputas na região.

Marcados por diferenças religiosas, culturais e políticas, os Estados árabes e persa (Irã) que integram a região vivem inúmeros conflitos alimentados pela jogo de influências da comunidade internacional. 

A última guerra no Líbano (entre julho e agosto de 2019), o conflito no Iraque, o aumento da tensão entre o Irã e os Estados Unidos, a luta no Afeganistão entre as forças internacionais e o grupo radical islâmico Taleban [grupo extremista islâmico deposto por uma coalizão liderada pelos EUA no final de 2001, que controlava mais de 90% do Afeganistão] são exemplos.

Geograficamente, o Oriente Médio se situa ao redor das costas sul e leste do mar Mediterrâneo (conforme mostra o mapa acima). Em várias definições, a região se estende desde o Marrocos até a península Arábica e o Irã, mas não há um significado oficial para o termo. De forma geral, Oriente Médio assumiu seu sentido atual quando este nome foi dado ao Exército britânico que comandava no Egito durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

À época, a região conhecida como Oriente Médio englobava Turquia, Chipre, Síria, Líbano, Iraque, Irã, territórios palestinos (onde hoje se encontra o Estado de Israel), Jordânia, Egito, Sudão, Líbia e os vários Estados árabes (Arábia Saudita, Kuait, Iêmen, Omã, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos).

Informalmente, vários outros países são hoje incluídos no termo. Os três países do norte da África – Tunísia, Algéria e Marrocos -, sendo próximos aos Estados Árabes com relação à política externa e religião, podem ser incluídos na definição. Além disso, fatores geográficos e culturais costumam associar também o Afeganistão e o Paquistão ao Oriente Médio.

Por: Folha de S. Paulo e CIA World Factbook

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