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Migração Internacional

Migração internacional aumentou quatro vezes mais em 25 anos

Em 25 anos, a migração internacional aumentou quatro vezes mais que o crescimento da população mundial. Atualmente 193 milhões de pessoas moram fora do país em que nasceram e na mesma proporção que aumentam as migrações, aumenta também a importância econômica das remessas enviadas pelos migrantes.

Para o estudo “Bolívia: Migração, remessas e desemprego”, realizado pelo Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), divulgado em março deste ano, o fenômeno migratório tem dois componentes: um social e um econômico. No social, o mercado de trabalho e o capital humano são fundamentais para entender os fluxos migratórios; enquanto no econômico, se estabelece a relação de desenvolvimento e fluxo de remessas.

Nos últimos oito anos, cerca de 1 milhão de bolivianos deixaram o país em busca de melhores condições de vida. As dificuldades de deixar a família para trás são agravadas pelas políticas repressivas às migrações implementadas, principalmente por Estados Unidos e Espanha – os dois países que mais recebem migrantes no mundo, os EUA com 18 milhões e o país europeu com 1,2 milhões.

“É indiscutível que a migração é um direito humano, mas se converte em uma necessidade quando as oportunidades no país acabam e abunda a pobreza”, disse o estudo. Apenas 70 mil bolivianos que vivem no exterior têm a situação regularizada, os outros precisam de atenção do Estado para ter acesso a documentos fundamentais como o passaporte.

Anualmente, os bolivianos migrantes enviam 1 bilhão de dólares para casa, é a segunda maior fonte de divisas do país. Mas o dinheiro é apenas um complemento da renda familiar e raramente é usado em investimentos produtivos. A maioria é usada em pequenos negócios.

De acordo com o IBCE, fatores estruturais como a guerra, a violência, a perseguição, o desemprego, o sub-emprego e os baixos salários são os fatores que mais levam à migração. Mas, contraditoriamente, é durante os ciclos de expansão econômica de um país – especialmente os mais pobres e endividados – que a migração alcança seu pico e, depois, diminui.

“À medida que o processo de industrialização tem lugar no país de origem se eleva o salário real e as restrições na oferta migratória relaxam, a esse ritmo, maior número de potenciais emigrantes poderiam financiar o custo de migrar, então, o salário do país de origem e o fluxo migratório estão positivamente correlacionados, pelo menos em curto prazo”, disse o estudo.

Na América Latina, se destaca o crescente número de mulheres migrantes. A vulnerabilidade as afeta com maior intensidade, pois “a composição da migração por sexo guarda estreita relação com o grau de complementariedade entre os mercados de trabalho dos países, a demanda trabalhista no setor de serviços, os efeitos das redes e as modalidades da reunificação familiar”.

Por Redação da Adital

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