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O BAJA SAE BRASIL

MAUÁ leva duas equipes para
disputa da 15ª edição do BAJA SAE BRASIL-PETROBRÁS

 

Alunos
de Engenharia e Design do Produto finalizam os projetos dos carros

 

As equipes estão em contagem
regressiva. A expectativa é grande. Em alguns dias, o talento de universitários
de várias partes do Brasil estará sendo colocado à prova na 15ª edição do
BAJA SAE BRASIL-PETROBRAS
. Com a esperança renovada, as equipes Mauá 1
e Mauá 2, formadas por alunos dos cursos de Engenharia e Design do
Produto, finalizam os projetos dos dois veículos off road que
representarão o Instituto Mauá de Tecnologia nesta que é uma das mais
tradicionais e importantes competições estudantis do gênero no País. A versão
2019 do evento contará com 73 equipes de 57 instituições de ensino superior do
Brasil e dos Estados Unidos. No total, 14 estados mais o Distrito Federal
participarão da disputa que acontece de 19 a 22 de março e terá como palco o
Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, interior de
São Paulo. As duas equipes que obtiverem melhor pontuação na soma geral
classificam-se para representar o Brasil, em junho, na prova da SAE
International nos EUA.

 

O
BAJA SAE BRASIL-PETROBRAS

desafia os estudantes a projetar e construir veículos que serão avaliados por
especialistas em provas dinâmicas. Para viabilizar os projetos, os próprios
alunos devem buscar os patrocínios. A Mauá participa
da competição desde sua primeira edição, em 1995. Animação e otimismo embalam os
preparativos das equipes da instituição rumo à versão 2019 da competição. Desde
meados de dezembro, os estudantes estão empenhados nos novos projetos e não
medem esforços para alcançar um bom resultado. Por causa disso, as férias de fim
de ano foram encurtadas, os finais de semana são passados na oficina do
campus
de São Caetano do Sul e algumas noites em claro ainda serão
necessárias até o embarque para Piracicaba.
Voltar ao pódio é a grande
motivação das duas equipes para esta edição da competição.

 

“A equipe está bastante
otimista quanto ao resultado. Todos se esforçaram muito para melhorar o carro e
obter um resultado positivo. "Confiamos que estaremos entre os primeiros
colocados”, afirma
Gabriel Calfa Barni,
aluno da 3ª série do curso de Engenharia Mecânica e capitão da equipe Mauá 1.
Na equipe Mauá
2
a expectativa não é diferente. “Estamos
otimistas, principalmente porque trabalhamos muito para corrigir os erros da
última edição e com isso pretendemos tirar a diferença para chegar ao pódio”,
assinala o capitão da equipe, André Akio Motidome Cintra do Prado, aluno da 3ª
série do curso de Engenharia Mecânica. Cada equipe conta com dez integrantes,
entre alunos veteranos e calouros. A coordenação dos grupos está sob
responsabilidade do professor Renato Romio.

 

Novidades
– O protótipo da equipe Mauá
1
terá como principal novidade a gaiola. Desenvolvida a partir de projetos
anteriores e com auxilio de softwares, a nova gaiola apresenta uma integridade
estrutural superior às antigas usadas pela equipe. Com o objetivo de diminuir o
peso e facilitar sua produção, a gaiola foi simplificada.  “Seguindo as novas
regras de segurança, construímos uma gaiola que privilegia a facilidade de
construção e a manutenção dos sistemas vitais do projeto. A dirigibilidade do
veículo foi um dos focos: a suspensão traseira possui novos amortecedores, o que
deve facilitar seu ajuste, e o sistema de freios foi remodelado para que
apresente maior capacidade de frenagem com menor possibilidade de falha. A linha
principal seguida é a de continuar o projeto que estreou em 2019 pela equipe
Mauá Atacama,
mas utilizando algumas das soluções bem sucedidas
implementadas pela equipe Mauá Borneo também em 2019”
,
explica o capitão
Gabriel Calfa Barni, acrescentando que todas as peças do carro foram projetadas
pensando no peso, porém sem jamais esquecer que o carro campeão é o que melhor
associa redução de peso com robustez. “Os maiores ganhos em leveza estão
concentrados na gaiola que foi projetada com a geometria mais eficiente
possível, dando ao veículo um ganho de rigidez estrutural e perda de peso”. A
estrutura do veículo é em aço comum, os eixos são de aço ligado, a caixa de
transmissão é de alumínio de alta resistência, enquanto que as proteções são de
PET.
 

 

Para adequar o carro às novas regras da
competição, a equipe Mauá 2 realizou alterações na estrutura do protótipo
visando garantir que a remoção, tanto do conjunto de CVT quanto do motor, seja
simplificada. “Também buscamos a redução do peso do veículo e uma melhora de
eficiência global dos conjuntos de transmissão e freios. Um fator definitivo no
Baja é a leveza do carro. Por isso, sempre procuramos reduzir a massa do
veículo; as peças são aliviadas ao máximo, mas sem que isso comprometa a
resistência, uma vez que a principal prova da competição é um enduro de quatro
horas de duração, que leva o Baja a seus limites, e a Mauá contabiliza grandes
resultados nesta prova”, explicou André Akio Motidome Cintra do Prado. Segundo
ele, o Baja da Mauá apresenta uma boa dirigibilidade, assim, o grupo optou por
efetuar pequenas mudanças visando melhoras sutis nesse item. “A integridade
estrutural do Baja da Mauá sempre foi referência e está entre as características
mais marcantes dos projetos desenvolvidos na Escola assim como sua resistência e
versatilidade”, afirma.  Neste ano a equipe está utilizando um sistema de
telemetria para estudar o desempenho do veículo e obter melhoras no projeto.

 

A competição – O
BAJA SAE BRASIL – PETROBRAS é o maior evento automobilístico
acadêmico do País e conta com a participação de algumas das mais renomadas
instituições de ensino nacionais. A competição simula uma situação real de
desenvolvimento de um projeto de Engenharia. Os participantes devem trabalhar em
equipe para projetar, construir, testar, promover e competir com um veículo
fora-de-estrada (off-road), de estrutura tubular em aço, monoposto, com
quatro ou mais rodas, capaz de transportar pessoas de até 1,90m de altura e com
até 113,4 kg. Sistemas como suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi
devem ser desenvolvidos pelos alunos. A fabricação deve ser feita com
ferramentas padrão da indústria, com pouca ou nenhuma mão-de-obra especializada.
Durante os quatro dias de competição, os carros são avaliados quanto a itens
como segurança, motor, conforto do operador, conformidade do projeto; são ainda
analisados parâmetros como tração, manobrabilidade, aceleração, velocidade
máxima, subida de rampa e encerra-se a avaliação com um enduro de quatro horas
em uma pista de terra especialmente preparada.

 


Serviço



15ª Competição BAJA SAE BRASIL-PETROBRAS

Período
:
de 19 a 22 de março
Local: Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA)  – Rodovia SP
135 – km 13,5, bairro Tupi, Piracicaba (SP).

Outras informações:

www.saebrasil.org.br
.

 

INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA
– IMT

 

O Instituto Mauá de Tecnologia
– IMT é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, cujo objetivo
principal é promover o ensino técnico-científico, visando a formação de recursos
humanos altamente qualificados, que contribuam para o desenvolvimento
socioeconômico do País.

 

Fundado em 11 de dezembro de
1961, o IMT foi autorizado pelo MEC, em janeiro de 2000, a criar seu Centro
Universitário com sede no Campus de São Caetano do Sul, onde mantém os cursos
superiores de Design do Produto, Engenharia (nas habilitações: de Alimentos,
Civil, de Controle e Automação, Elétrica, Mecânica, de Produção Mecânica e
Química) e de Tecnologia (em: Gestão Ambiental, Gestão da Tecnologia da
Informação, Marketing e Processos Gerenciais) e desenvolve programas de mestrado
em Processos Químicos e Bioquímicos e de Pós-graduação em Engenharia de
Processos Industriais. No Campus de São Paulo são oferecidos o curso superior de
Administração e os cursos de extensão, atualização profissional e MBAs.  O
Centro de Pesquisas, também instalado no Campus de São Caetano do Sul,
desenvolve projetos e pesquisas nas diversas áreas da Engenharia e proporciona
aos alunos do Centro Universitário complementação de sua formação, mediante a
oferta de estágios.

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