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Tudo sobre transgênicos

Saiba tudo sobre os transgênicos 

O que são Transgênicos?

1)Explicação simples

formação de um organismo vivo é feita a partir de uma “receita” que define as características desse organismo.

Essa “receita” é formada por seqüências de genes e é chamada de código genético. Todas as células de qualquer organismo contém no núcleo alguns pares de cromossomos e dentro deles tem milhares de genes(o humano possui 23 pares de cromossomos e cerca de 140 mil genes).

O que faz um pássaro ser diferente de um peixe, de um cachorro ou de um ser humano é o código genético que ele possui. Os genes são responsáveis pela transmissão de características como cor dos olhos, tipo de tecidos (epitelial, cerebral,ect.).

Existem vários tipos de pássaros: papagaio, periquito, canário, etc. Essas variedades de pássaros têm quase todo o código genético igual. Alguns poucos genes variam, e é por isso que os pássaros não são todas iguais.

O código genético do pássaro é bem diferente do código genético do coelho. Por isso, um pássaro e um coelho não se parecem.

Todos os pássaros possuem asas e podem voar. São os genes do pássaro os responsáveis por isso.

A casca da maçã, quando madura, é vermelha. Também são os genes da maçã os responsáveis por ela se tornar vermelha.

Se isolarmos os genes que determinam a cor da casca da maçã e os pusermos na banana, teremos uma banana que ao amadurecer não será amarela mas sim vermelha.

Esta banana vermelha será um Organismo Geneticamente Modificado ou OGM .

Alimentos Trangênicos são OGMs. Eles possuem genes transferidos de outros organismos.

São produtos criados em laboratórios com a utilização de genes de espécies diferentes de animais, vegetais ou micróbios.

Com esta nova tecnologia, pode-se, por exemplo, introduzir um gene humano em … um porco.

Ou pode-se introduzir um gene de rato, de bactéria, de vírus ou de peixe em … espécies de arroz ou feijão.Geralmente, só de olhar, você não percebe a diferença entre um alimento trangênico e um natural, por isso muitas empresas estão colocando no mercado produtos geneticamente modificados.

2)Explicação de um professor
Dra Lenise Aparecida Martins Garcia
Departamento de Biologia Celular – Universidade de Brasília

Chamamos trangênicos (ou OGMs – organismos geneticamente modificados) aqueles organismos que adquiriram, pelo uso de técnicas modernas de Engenharia Genética, características de um outro organismo, algumas vezes bastante distante do ponto de vista evolutivo. Assim, o organismo transgênico apresenta modificações impossíveis de serem obtidas com técnicas de cruzamento tradicionais, como uma planta com gene de vaga-lume ou uma bactéria produtora de insulina humana.

A obtenção de transgênicos baseia-se no uso de uma série de técnicas que foram sendo desenvolvidas, com uma velocidade vertiginosa (semelhante à que estamos observando na Informática), a partir do início da década de 70, quando pela primeira vez se obteve um organismo transgênico pela manipulação direta do DNA (uma bactéria com um gene de resistência a antibiótico de outra bactéria).

Não cabe aqui descrever essas técnicas, mesmo porque elas são muito variadas. Cada experimento, na verdade, é “desenhado” de acordo com as características do gene que se quer inserir, sua localização e muitos outros aspectos. Por isso se fala em “engenharia” genética, no sentido de que o pesquisador realiza um verdadeiro trabalho de “construção” gênica. Podemos hoje comprar, de firmas especializadas, plasmídios (pequenas estruturas de DNA que são usadas como vetores, transportadores dos genes) construídos com genes de 4 ou 5 organismos diferentes e mais um pedaço sintetizado em laboratório…

Não há dúvida de que estas técnicas chegaram para ficar, ao menos no que se refere à pesquisa científica, embora desde o início tenha havido grande polêmica sobre o seu uso. Além do trabalho de pesquisa pura, logo se detectou que elas tinham um imenso potencial biotecnológico, especialmente no chamado melhoramento genético, representando uma importante extensão das práticas agrícolas utilizadas há séculos, nos programas de cruzamentos clássicos que visavam a obtenção de espécies melhoradas.

A primeira planta transgênica foi obtida em 1983, com a incorporação de um DNA de bactéria. Já em 1992 um tomate transgênico obtido pela Calgene foi desregulamentado nos Estados Unidos e em 1994 estava sendo comercializado.

3)Explicação de um médico

A vida em equilíbrio está limitada à um código molecular, o DNA. Sua aparência é a mesma da energia vital. Uma cordão de dois fios torcidos, e quanto maior o equilíbrio entre o yin e o yang, maior a intensidade da vida.

Este código está dimensionado para construir indivíduos que se relacionam com outros de forma dependente e específica (bactérias, fungos, plantas, insetos, aves, peixes, etc). Os elementos destas relações passam por textura, forma, cor, sabor, odor, proximidade física e emocional, possibilitando o florescimento e continuidade das espécies envolvidas.

Uma evidência de que este equilíbrio foi quebrado em seu âmago, na sua essência molecular, é a sobrevivência de indivíduos com anomalias genéticas. No entanto a vida não lhes permite a reprodução, tornando-os progressivamente estéreis em suas gerações.

A sutileza desta quebra aconteceu na concepção, quando a replicação dos códigos dos pais (íntegros geneticamente) foi alterada. Se durante a transcrição do código, pessoas sadias podem ter problemas determinados por fatores ambientais, imagine indivíduos com alterações físicas, moleculares em seu DNA, como os trangênicos?

A importância desta sutileza foi negligenciada pelo nosso ambiente cultural quando considerou os híbridos um melhoramento (Levítico 19.19). Esta perspectiva de melhorar a natureza construiu elementos para uma agricultura mercantilista, devastadora. O valor é medido em toneladas por hectare, não levando em consideração o sofrimento agudo e crônico causado pelos agrotóxicos sobre humanos e animais. Os trangênicos são um aperfeiçoamento deste processo onde construímos uma espécie resistente ao veneno (herbicida) que mata outras espécies. Assim, os trangênicos trazem moléculas desestruturadas para a vida que irão compor nosso corpo, e uma elevada quantidade de veneno na forma de agrotóxico.

A agricultura insustentável é um dos aspectos de nossa sociedade onde temos a cultura alimentar privilegiando farinhas e óleos (produtos concentrados e desequilibrados); a distribuição despersonalizada de alimentos onde a procedência e o conteúdo são questionáveis; a estrutura administrativa social fundamentada em representantes que beneficiam grupos econômicos em detrimento de valores humanitários básicos; a isenção da responsabilidade pessoal para com a saúde e educação, delegando-a a profissionais formados em perspectiva mercantilista e por vezes desumana.

Frente a tamanhos limites ambientais, a alternativa imediata é o cuidado pessoal, empenhando-se em conhecer a procedência e conteúdo dos alimentos. Privilegiar grãos selvagens é um filtro eficaz. Este empenho pessoal na severa vigilância da qualidade dos alimentos nos possibilitará esquivar de doenças desconhecidas resultantes das tecnologias emergentes e inseguras.

Uma molécula, por exemplo de insulina, que sofreu pequena alteração em sua seqüência de átomos pode continuar funcionando, induzindo a formação de glicogênio e abaixando a glicose circulante (insulina suína e humana). No entanto nosso sistema imunológico consegue identificar esta pequena alteração e constrói anticorpos, considerando-o um corpo estranho, reagindo, inativando o hormônio e formando imunocomplexos que propiciarão o desencadeamento de reações alérgicas. Este desequilíbrio imunológico debilita o indivíduo, facilitando a instalação de doenças infecciosas, neoplásicas e degenerativas. A irritabilidade e diminuição da memória decorrentes da alergia cerebral geram confusões nas relações sociais e pessoais, induzindo depressões e violências. Esta morbidade não é relacionável diretamente com os trangênicos e híbridos, dificultando o discernimento de sua agressão.

Grupos humanistas e naturalistas têm se manifestado especialmente quanto ao risco ambiental em alterar a estrutura genética das espécies existentes. Com isto estão considerando os híbridos como íntegros geneticamente (distribuídos praticamente em toda nossa cultura e estéreis por natureza). Nesta discussão ambiental em geral nos esquecemos do desequilíbrio imunológico pessoal que pode levar a um choque anafilático ou a degenerações tissulares irreversíveis que se apresentam nas mais diversas formas de doenças crônicas.

O RNA espelha pedaços do DNA, e induz a formação de moléculas (enzimas, hormônios, proteínas, lipídeos) que irão compor os tecidos (músculos, pele, osso, nervos).

A maioria dos genes são estruturais, os mesmos estando presentes em todos os seres vivos. A biodiversidade manifesta-se principalmente através dos genes reguladores, que orientam os parâmetros dos genes estruturais. Pequenas alterações em genes reguladores determinam mudanças significativas no indivíduo. A suscetibilidade ambiental à radiações, enzimas, metabólitos químicos e mesmo endorfinas circulantes acaba por interferir nas funções desempenhadas pelo DNA e RNA (replicação, transcrição, translação, etc). Esta interferência resulta em mutações ou alterações entre as ligações moleculares dos nucleotídeos, expressando-se através de disfunções orgânicas e metabólicas, entre estas, a formação de proteínas orientada por uma seqüência artificial de bases.

Os híbridos e trangênicos produzem proteínas estranhas à natureza, (seqüência de aminoácidos complementares à seqüência de nucleotídeos do DNA alterado) e nosso sistema imunológico pode reconhecê-las como corpos estranhos que devem ser inativados, desenvolvendo assim reações potencialmente alérgicas. A polinização cruzada (que acontece nos campos mistos) é a técnica mais utilizada atualmente para o desenvolvimento dos híbridos.

Esta questão assume dimensões calamitosas quando observamos que a maioria dos produtos agrícolas são oriundos de sementes híbridas, tal como trigo, milho, café, laranja, abóboras, pimentões, couve-flor, etc. Difícil é saber quais produtos não provém de espécies misturadas (feijões selvagens são exceções, por sinal muito nutritivos e terapêuticos). Isto ajuda a compreender o avanço assustador que as doenças alérgicas vem apresentando nestes últimos tempos.

Esta perspectiva poderia explicar alergia à pólen e ao glúten, assim como diversos fenômenos imunológicos incompreensíveis até o momento. Glúten (fração protéica do cereal) e pólen (carreador do código genético) são produtos naturais, perfeitamente harmônicos à natureza, porque induziriam alergias?, somente se estivessem alterados. O trigo é freqüentemente misturado com o centeio, originando o “Triticale”, amplamente utilizado como farinha na preparação de bolachas, macarrão e produtos de panificação em todo o mundo. E quanto ao pólen com efeito alérgico, a maior quantidade é devida às gramíneas que seguramente sofreram processos de polinização cruzada, devido à distribuição das pastagens ou intencionalmente para a obtenção de espécies com maior rendimento pecuário.

Na literatura médica, alergias aos trangênicos são as mais citadas (onde a adulteração genética é menos sutil que nos híbridos). Os trangênicos, são obtidos através de engenharia genética, por meio de “transplantes” de segmentos de DNA, não só entre espécies diferentes como entre gêneros, grupos… por exemplo: genes de peixe em plantas, genes humanos em porcos… etc.

Entre espécimes disponíveis para plantio encontramos produtos comuns como milho, feijão, arroz, tomate, abóbora, cânola.

Nos outros ramos de atividade podemos lembrar de: produtos terapêuticos que utilizam esta técnica de engenharia genética, como a insulina dita humana, mas que é sintetizada por bactérias trangênicas com genes humanos; vacinas alimentares que estão sendo testadas com bananas trangênicas; coalho para queijos preparados com Echerrichia coli trangênica; fermentos para panificação e enzimas industriais com bactérias e trangênicas; adoçante artificial aspartame que utiliza enzima trangênica.

Nesta área as pesquisas têm sido das mais mirabolantes possíveis, e seguramente poucos terão discernimento de qualificá-las como antagônicas à vida.

Frente a tamanho limite ambiental e cultural resta-nos estar atentos para nos esquivarmos tanto quanto possível de mais esta agressão camuflada.

No âmbito alimentar, os feijões selvagens simbolizam momentaneamente a brecha viável para a agricultura e alimentação natural.

A História da Monsanto e sua influência na da Biotecnologia

A empresa Monsanto Company iniciou-se em 1901 nos EUA, criando assim a matriz americana que serviria de modelo para que nos anos 50, no Brasil se iniciasse a comercialização de suas matérias-primas. Após uma década, a companhia criou oficialmente o seu primeiro escritório de vendas localizado em São Paulo, e em 1976, inaugurou sua fábrica em São José dos Campos (SP), hoje considerada um dos mais avançados complexos industriais da companhia em todo o mundo.

A Monsanto do Brasil vem crescendo em ritmo acelerado, e nos últimos quatro anos, duplicou o seu faturamento para US$ 500 milhões, em 1998. A empresa possui cerca de 2.300 funcionários e detém algumas das mais reconhecidas marcas nos setores agrícola, farmacêutico, de adoçantes de mesa e ingredientes para a indústria alimentícia. A Monsanto espera colocar no mercado brasileiro os primeiros produtos provenientes da biotecnologia antes do final do século.

As pesquisas na área da biotecnologia iniciaram-se em 1979 e para isso foram necessárias centenas de milhões de dólares. Três linhas de pesquisa foram direcionadas para: o melhoramento de produtos, a resistência a pragas ou doenças e a tolerância ao Roundup. Em todos esses três seguimentos, a Monsanto já conseguiu desenvolver produtos considerados de ponta, e que atendem as exigências do mercado e dos mais variados organismos responsáveis pelo controle e aprovação das atividades inerentes a biotecnologia. A empresa vem realizando acordos ou adquirindo empresas de ponta no mercado de sementes para unir os genes desenvolvidos pela biotecnologia às mais produtivas variedades neste campo.

SENADO FEDERAL 

Projeto de Lei do Senado nº 188/99
Acrescenta dispositivos à Lei nº 8.974, de 5 de janeiro de 1995, estabelecendo a obrigatoriedade da rotulagem de produtos contendo organismo geneticamente modificado (OGM) ou derivados de OGM. – Senador Carlos Patrocínio

Projeto de Lei do Senado nº 216/99
Proíbe, por cinco anos, o plantio e a comercialização de alimentos contendo organismo geneticamente modificado (OGM) ou derivados de OGM, em todo o território nacional. – Senadora Marina Silva

Projeto de Lei do Senado nº 422/99
Obriga todos os produtos com modificação transgênica em sua composição, trazerem a expressão: “ATENÇÃO! PRODUTO TRANSGÊNICO”. – Senador Romero Juca

CÂMARA FEDERAL 

Projeto de Decreto da Câmara nº 409/00
Susta a aplicação do disposto no art. 2º, inciso XIV, do Decreto n.º 1.752, de 20 de dezembro de 1995. – Deputado Marcos Afonso

Projeto de Lei da Câmara nº /99
Autoriza a produção, a comercialização e a estocagem de sementes transgênicas no país. – Deputado Darcísio Perondi

Projeto de Lei da Câmara nº 2095/97
Impõe condições para a comercialização de alimentos geneticamente modificados. – Deputado Fernando Gabeira

Projeto de Lei da Câmara nº 2098/97
Dispõe sobre a utilização e a comercialização, no país, de sementes e produtos geneticamente modificados e dá outras providências. – Deputados Fernando Ferro e Valdeci Oliveira

Projeto de Lei da Câmara nº 4841/98
Dispõe sobre a exigência de normas específicas para a utilização das sementes e produtos transgênicos no Brasil. – Deputados Fernando Ferro e Valdeci Oliveira

Projeto de Lei da Câmara nº 521/99
Veda temporariamente o registro e comercialização de produtos que contenham em sua composição substâncias provenientes de organismos geneticamente modificados, e dá outras providências. – Deputada Vanessa Grazziotin

Projeto de Lei da Câmara nº 1191/99
Dispõe sobre a moratória para a produção em escala comercial de alimentos transgênicos no Brasil e da outras providencias. – Deputado Pedro Wilson

Projeto de Lei da Câmara nº 1262/99
Dispõe sobre as condições para comercialização de produtos geneticamente modificados, os transgênicos, e da outras providencias. – Deputado Inácio Arruda

ESTADUAL

– Distrito Federal
Projeto de Lei nº 101/99
Dispõe sobre o cultivo comercial e a venda de produtos transgênicos destinados à alimentação humana e de animais no âmbito do Distrito Federal e dá outras providências . – Deputado Rodrigo Rollemberg

Projeto de Lei nº xxx/99
Dispõe sobre atividades na área de biotecnologia, engenharia genética e produção, cultivo e comercialização de produtos transgênicos no Estado do Pará – Deputado Cláudio Almeida

– Rio de Janeiro
Projeto de Lei nº xxx/99
Veda o cultivo comercial de organismos geneticamente modificados (OGMs) no Estado do Rio de Janeiro e dá outras providência. – Deputado Carlos Minc

– Rio Grande do Sul
Projeto de Lei nº 016/99
Veda o cultivo comercial de organismos geneticamente modificados (OGMs) no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências. – Deputado Elvino Bohn Gass

– Santa Catarina
Projeto de Lei nº 039/099
Dispõe sobre pesquisas, testes, experiências ou atividades nas áreas de Biotecnologia e Engenharia Genética e dá outras providências. – Deputado Neodi Saretta

MUNICIPAL
– Bahia [Salvador] 
Projeto de Lei
Dispõe sobre as condições para comercialização de produtos geneticamente modificados, transgênicos, no município de Salvador. – Vereador Javier Alfaya

– Rio Grande do Sul [Pelotas]
Projeto de Lei Substitutivo
Veda o cultivo comercial de transgênico e cria normas para sua comercialização. – Vereador Deogar Soares

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