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Agronomia

O sujeito de chapéu e botas, tirando seu sustento de ensinar truques sobre plantas e animais, vai continuar existindo no Brasil. Mas não é o perfil que se espera do agrônomo. Até a virada da década de 90, antes da abertura da economia brasileira e o início do crescimento do setor agro-industrial, a maioria dos estudantes de agronomia, vinha do interior e tinha raízes rurais. A palavra coqueluche é agrobusiness, que está produzindo uma pequena revolução na tradicionalíssima agronomia. Exigem-se agora do profissional conhecimentos sobre todas as etapas do negócio agrícola – planejamento, fertilização, plantação colheita, armazenamento, processamento industrial, marketing e comercialização, avaliação de empréstimo bancário e bolsa de mercadorias. Entender de finanças será tão importante quanto conseguir eliminar um fungo. Com isso, o agrônomo conquista espaço nas cadeias de supermercados, shopping centers, redes de restaurantes e industrias de alimentos. São poucos os profissionais em agrobussines no Brasil. Estimam-se em cerca de 5.000, o que dá cerca de 6% de todos agrônomos. Para fugir da roça, a saída são os estágios, cursos de atualização e especialização, como exemplo: fitossanidade, controle de doenças das plantas, genética, etc. Na área de melhoria genética dos rebanhos, modernizou-se rapidamente e a consultoria aos produtores rurais e cooperativas cresce a todo vapor. O salário inicial de um profissional com formação em agrobussines está por volta de R$ 3.000, o dobro do que ganha o agrônomo tradicional. Em cinco anos, esse valor pode chegar a 8.000 reais.

Dicas: Nesta profissão, a carreira é uma das mais promissoras no momento. Com a globalização, os agricultores têm de aumentar a produtividade, a e assistência de um agrônomo é indispensável. Tem mais identificação com a carreira, quem nasce e é criado no interior, perto do meio rural. Mas pode trocar as botas, pela bolsa de mercadoria nos grandes centros financeiros do país.

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