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Cyrano de Bergerac – Edmund Rostand

Cyrano de Bergerac – Edmund Rostand

O valente espadachim e romântico poeta Cyrano de Bergerac não é fruto da imaginação criativa de Edmond Rostand : Saviniano Hércules Cyrano de Bergerac nasceu em Paris em 1619. Aos 19 anos abraça a carreira militar, tornando-se cadete da Guarda de Paris.

Participa de várias batalhas, inclusive do cerco de Arras , onde recebe forte golpe na garganta, o que encerra sua vida militar.

Em 1653, passa a trabalhar na casa do duque de Arpajon, instalando-se no palácio de Marais, onde é ferido na cabeça devido à queda de um pedaço de madeira do teto.

Em 1655, pressentindo a morte, vai para a casa de uma prima – a baronesa de Neuvillette, vindo a falecer cinco dias depois.

Cyrano talvez não tenha tido a coragem, o heroísmo e a nobreza do personagem de Rostand.
Mas era um homem polêmico e dedicado à cultura.

Foi escritor, teatrólogo, filósofo, ensaísta, comediante e boêmio.
E parece que tinha realmente um enorme nariz, motivo de zombarias que o levavam a bater-se em duelo com muita freqüência.

Sua obra é pouco expressiva, mas curiosa.
Escreveu um volume de Cartas, muitas contendo ataques vigorosos a personalidades da época; uma comédia, Le pédant joué, onde critica seus antigos chefes militares; uma tragédia.

A morte de Agripina, citada na peça de Rostand; e uma obra audaciosa, chamada O outro mundo.
Muitos dos fatos e personagens incluídos em Cyrano de Bergerac são verídicos, como a batalha de Arras e o inimigo Montfleury.

O famoso escritor Molière foi realmente contemporâneo de Cyrano, e parece Ter sofrido alguma influência dele (na peça, é acusado de plagiá-lo).

Rostand cita também personagens de outros autores do século XVII, como por exemplo D’Artagnan, o conhecido herói da obra Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas.

Quanto a Roxana, teria sido a prima que acolheu Cyrano pouco antes de sua morte.
Não se sabe, porém, se a devotada paixão do célebre narigudo era real, nem tão intensa.

Na peça, a jovem aparece como uma “preciosa”, uma típica mulher da sociedade parisiense de meados do século XVII, que freqüentava salões mundanos, usando linguagem rebuscada e artificial.

Embora Molière as tenha satirizado em sua peça As Preciosas Ridículas, Rostand não apresenta uma Roxana caricatural, apesar de ela se mostrar um tanto frívola e fascinada pela literatura empolada de Cyrano.

Cyrano de Bergerac foi representada em inúmeros paises.
No Brasil foi traduzida em 1907 por Carlos Porto Carreiro, cujo trabalho admirável é uma verdadeira proeza de habilidade lingüística.

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