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Glaura – Manuel Inácio da Silva Alvarenga

Glaura – Manuel Inácio da Silva Alvarenga

Lançada originalmente em 1799, é a obra mais importante e mais conhecida do poeta mineiro Manuel Inacio da Silva Alvarenga.

Identificado com a filosofia da ilustração, a exemplo de outros árcades, Manuel Inácio da Silva Alvarenga, em Glaura, também cultiva uma lírica de inspiração galante.

Trata-se de um poema composto por rondós* e madrigais*, onde o poeta (Alcindo Palmireno) louva a pastora Glaura, que a princípio parece se esquivar desse canto amoroso.

O sofrimento de Alcindo acabará sendo recompensado pela retribuição do afeto, porém Glaura morrerá em seguida, deixando o pastor imerso em depressão.

Segundo alguns críticos, o refinamento da galanteria e a lânguida musicalidade inseririam o texto numa linha rococó.

Segundo outros, a dicção sentimental revelaria traços pré-românticos. O certo é que, apesar do encanto melodioso de alguns rondós, Silva Alvarenga é um poeta de superfície:

Carinhosa e doce, ó Glaura,
Vem esta aura lisonjeira,
E a mangueira já florida

Nos convida a respirar.
Sobre a relva o sol doirado
Bebe as lágrimas da Aurora,
E suave os dons de Flora
Neste prado vê brotar.

*Rondó: composição poética com estribilho constante.
*Madrigal: composição poética galante e musical.

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