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Noturno – Oswald de Andrade

Noturno – Oswald de Andrade

noturno

Lá fora o luar continua
E o trem divide o Brasil
Como um meridiano

ditirambo

Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de Igreja
Onde não há nem um sino
Nem um lápis
Nem uma sensualidade

Temos aqui dois exemplos da força expressiva que Oswald retira de sua linguagem elíptica alusiva, condensada.

O “noturno”evidencia a técnica cubista, prevalecendo as formas geométricas: o círculo da lua e as retas do trem e do meridiano.

O título é ambíguo, remetendo-nos tanto a um tipo de composição musical romântica (os noturnos de Chopin) quanto ã designação de um trem noturno.

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