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O Mistério da Estrada de Sintra – Eça de Queirós e Ramalho Ortigão

O Mistério da Estrada de Sintra – Eça de Queirós e Ramalho Ortigão

José Maria Eça de Queirós nasceu em Póvoa de Varzim, norte de Portugal, em 25 de novembro de 1845.

Filho bastardo do juiz José Maria d’Almeida Teixeira de Queirós, só foi reconhecido legalmente pelo pai quando já era adulto.

Eça foi, então, criado pelos avós paternos. Aos 10 anos, tornou-se interno de um colégio no Porto, onde fez amizade com um rapaz mais velho de quem se tornaria amigo e parceiro literário: Ramalho Ortigão.

Juntos, eles escreveriam dois livros anos depois: o policial O Mistério da Estrada de Sintra e a coletânea de crônicas políticas e literárias As Farpas.
O Mistério da Estrada de Sintra é a primeira narrativa de cariz policial da literatura nacional.

A história começa com o seqüestro de um médico – DR. TTT – e do seu amigo – F., um escritor. O rapto, realizado por quatro mascarados, ocorre na estrada de Sintra.

O Dr. TTT e o seu amigo são levados para uma misteriosa casa, onde se encontrava o cadáver do inglês Rytmel.

Sabendo que um deles era médico, os raptores pretendiam verificar se, de facto, o homem estava morto.

Entretanto, são surpreendidos pela entrada de um jovem – A.M.C., que viria a esclarecer todo o mistério.

Rytmel era, afinal, um oficial britânico que morreu vítima de uma dose excessiva de ópio que lhe dera a amante – Luisa, condessa de W., prima do mascarado alto.
Esta desejava apenas adormecê-lo para confirmar nos seus papéis se ele era ou não casado com uma irlandesa.

Luisa era casada com um homem rico que não a fazia feliz. Conhecera Rytmel numa viagem que fizera com o marido e com o primo a Malta.

Carmen disputara Rytmel com Luisa. Quando Rytmel anuncia a Luisa a sua vinda, esta suspeitando do seu casamento com Carmen, enciumada, mata-o involuntariamente.

A.M.C., estudante de Coimbra honesto e provinciano, ouviu as confidências da condessa e dispôs-se a ajudá-la na noite do falecimento de Rytmel, em que a encontrara desvairada e nervosa.

Quando volta ao local do crime, a pedido de Luisa, encontra os bandidos, o médico e o seu amigo.

Todos juntos, julgariam a atitude de Luisa e fariam o enterro do pobre inglês. Luisa acaba por se isolar num convento.

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