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Os Melhores Poemas de Álvares de Azevedo – I

Os Melhores Poemas de Álvares de Azevedo – I 

Álvares de Azevedo é um dos vultos exponenciais do Romantismo. Embora tenha morrido aos vinte anos, produziu uma obra poética de alto nível, deixando registrada a sua incapacidade de adaptação ao mundo real e sua capacidade de elevar-se a outras esferas através do sonho e da fantasia para, por fim, refugiar-se na morte, certo de aí encontrar a paz tão almejada. 

Grande leitor, Álvares de Azevedo parece ter “devorado” tanto os clássicos como os românticos, por quem se viu irremediavelmente influenciado. Embebedendo-se na dúvida dos poetas da geração do mal du siècle, herdou deles o pendor do desregramento, para a vida boêmia e para o tédio. 

Contrabalança a influência de Byron com os devaneios de Musset, Hoffman e outros.

Sua obra apresenta linguagem inconfundível, em cujo vocabulário são constantes as palavras que expressam seus estados de espírito, a fuga do poeta da realidade, sua busca incessante pelo amor, a procura pela vida boêmia, o vício, a morte, a palidez, a noite, a mulher… Em “Lembrança de morrer”, está o melhor retrato dos sentimentos que envolvem sua vida, tão próxima de sua obra poética: “Descansem o meu leito solitário/ Na floresta dos homens esquecida,/ À sombra de uma cruz e escrevam nela:/ – Foi poeta, sonhou e amou na vida.”

A Lagartixa

A lagartixa ao sol ardente vive

E fazendo verão o corpo espicha:

O clarão de teus olhos me dá vida,

Tu és o sol e eu sou a lagartixa.

Amo-te como o vinho e como o sono,

Tu és meu copo e amoroso leito…

Mas teu néctar de amor jamais se esgota,

Travesseiro não há como teu peito.

Posso agora viver: para coroas

Não preciso no prado colher flores;

Engrinaldo melhor a minha fronte

Nas rosas mais gentis de teus amores

Vale todo um harém a minha bela,

Em fazer-me ditoso ela capricha…

Vivo ao sol de seus olhos namorados,

Como ao sol de verão a lagartixa.

 

A T…

 

Amoroso palor meu rosto inunda,

Mórbida languidez me banha os olhos,

Ardem sem sono as pálpebras doridas,

Convulsivo tremor meu corpo vibra:

Quanto sofro por ti! Nas lonfas noites

Adoeço de amor e de desejos

E nos meus olhos desmaiando passa

A imagem voluptuosa da ventura…

Eu sinto-a de paixão encher a brisa,

Embalsamar a noite e o céu sem nuvens,

E ela mesma suave descorando

Os alvacentos véus soltar do colo,

Cheirosas flores desparzir sorrindo

Da mágica cintura.

Sinto na fronte pétalas de flores,

Sinto-as nos lábios e de amor suspiro.

Ma flores e perfumes embriagam,

E no fogo da febre, e em meu delírio

Embebem na minh’alma enamorada

Delicioso veneno

Estrela de mistério! Em tua fronte

Os céus vevela, e mostra-me na terra,

Como um anjo que dorme, a tua imagem

E teus encantos onde amor estende

Nessa morena tez a cor de rosa

Meu amor, minha vida, eu sofro tanto!

O fogo de teus olhos me fascina,

O langor de teus olhos me enlaguesce,

Cada suspiro que te abala o seio

Vem no meu peito enlouquecer minh’alma!

Ah! vem, pálida virgem, se tens pena

De quem morre por ti, e morre amando,

Dá vida em teu alento à minha vida,

Une nos lábios meus minh’alma à tua!

Eu quero ao pé de ti sentir o mundo

Na tua alma infantil; na tua fronte

Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros

Sentir as vibrações do paraíso;

E a teus pés, de joelhos, crer ainda

Que não mente o amor que um anjo inspira,

Que eu posso na tu’alma ser ditoso,

Beijar-te nos cabelos soluçando

E no teu seio ser feliz morrendo!

 

Adeus, Meus Sonhos!

 

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!

Não levo da existência uma saudade!

E tanta vida que meu peito enchia

Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! Votei meus pobres dias

À sina doida de um amor sem fruto,

E minh’alma na treva agora dorme

Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus?

Morra comigo

A estrela de meus cândidos amores,

Já não vejo no meu peito morto

Um punhado sequer de murchas flores!

Ai, Jesus!

Ai, Jesus! Não vês que gemo,

Que desmaio de paixão

Pelos teus olhos azuis?

Que empalideço, que tremo,

Que me expira o coração?

Ai, Jesus! Que por um olhar, donzela,

Eu poderia morrer

Dos teus olhos pela luz?

Que morte! Que morte bela!

Antes seria viver!

Ai, Jesus! Que por um beijo perdido

Eu de gozo morreria

Em teus níveos seios nus?

Que no oceano dum gemido

Minh’alma se afogaria? Ai, Jesus!

 

Amor

 

Quand la mort est si belle, Il est doux de mourir. V. Hugo

Amemos! Quero de amor

Viver no teu coração!

Sofrer e amar essa dor

Que desmaia de paixão!

Na tu’alma, em teus encantos

E na tua palidez

E nos teus ardentes prantos

Suspirar de languidez!

Quero em teus lábio beber

Os teus amores do céu,

Quero em teu seio morrer

No enlevo do seio teu!

Quero viver d’esperança,

Quero tremer e sentir!

Na tua cheirosa trança

Quero sonhar e dormir!

Vem, anjo, minha donzela,

Minha’alma, meu coração!

Que noite, que noite bela!

Como é doce a viração!

E entre os suspiros do vento

Da noite ao mole frescor,

Quero viver um momento,

Morrer contigo de amor!

 

Anjos do Céu

 

As ondas são anjos que dormem no mar,

Que tremem, palpitam, banhados de luz…

São anjos que dormem, a rir e sonhar

E em leito d’escuma revolvem-se nus!

E quando de noite vem pálida a lua

Seus raios incertos tremer, pratear,

E a trança luzente da nuvem flutua,

As ondas são anjos que dormem no mar!

Que dormem, que sonham- e o vento dos céus

Vem tépido à noite nos seios beijar!

São meigos anjinhos, são filhos de Deus,

Que ao fresco se embalam do seio do mar!

E quando nas águas os ventos suspiram,

São puros fervores de ventos e mar:

São beijos que queimam… e as noites deliram,

E os pobres anjinhos estão a chorar!

Ai! quando tu sentes dos mares na flor

Os ventos e vagas gemer, palpitar,

Por que não consentes, num beijo de amor

Que eu diga-te os sonhos dos anjos do mar?

 

Canção da Sesta (LXI)

 

Se teus cílios de sereia

Te dão um ar peregrino,

Que longe é de ser divino,

Fada do olhar que me enleia.

Eu te adoro, ternamente,

Minha terrível paixão!

Sempre com a devoção

Que tem pelo ídolo um crente.

As florestas e o deserto

Perfumam-te as tranças rudes;

Tens na fronte as atitudes,

Do que é enigmático e incerto.

Como em torno do incensário,

Em teu corpo o perfume arde;

E fascinas como a tarde,

Ninfa do ar mais funerário.

Ah, o filtro, mesmo se forte,

Não vale tua delícia,

E conheces a carícia

Que faz reviver a morte!

Tens ancas muito amorosas

De teus seios e teus rins,

E arrebatas os coxins,

Com flexões tão langorosas.

Vezes, para ser vencida

Tua raiva de mistério

Prodigalizas, de ar sério,

O beijo como a mordida;

Tu me laceras, morena,

Com riso de algum despeito,

E pões depois no meu peito

Teu olho, lua serena.

Sob teu sapato rendado,

Sob os teus pés que são seda,

Ponho de alma sempre leda

O meu gênio com meu fado.

Minha alma por ti se cura,

Por ti que és o lume a e cor!

És a explosão do calor

Em minha Sibéria escura.

 

Cismar

 

Fala-me, anjo de luz! és glorioso

À minha vista na janela à noite,

Como divino alado mensageiro

Ao ebrioso olhar dos froixos olhos

Do homem que se ajoelha para vê-lo,

Quando resvala em preguiçosas nuvens

Ou navega no seio do ar da noite.

Romeu Ai! Quando de noite, sozinha à janela,

Co’a face na mão te vejo ao luar,

Por que, suspirando, tu sonhas donzela?

A noite vai bela,

E a vista desmaia

Ao longe na praia

Do mar!

Por quem essa lágrima orvalha-te os dedos,

Como água da chuva cheiroso jasmim?

Na cisma que anjinho te conta segredos?

Que pálidos medos?

Suave morena,

Acaso tens pena

De mim?

Donzela sombria, na brisa não sentes

A dor que um suspiro em meus lábios tremeu?

E a noite, que inspira no seio dos entes

Os sonhos ardentes,

Não diz-te que a voz

Que fala-te a sós

Sou eu?

Acorda! Não durmas da cisma no véu!

Amemos, vivamos, que amor é sonhar!

Um beijo, donzela! Não ouves?

No céu A brisa gemeu…

As vagas murmuram…

As folhas sussurram: Amar!

 

Desalento

Por que havíeis passar tão doces dias? A. F. DE SERPA PIMENTEL

 

Feliz daquele que no livro d’alma

Não tem folhas escritas

E nem saudade amarga, arrependida,

Nem lágrimas malditas!

Feliz daquele que de um anjo as tranças

Não respirou sequer

E nem bebeu eflúvios descorando

Numa voz de mulher…

E não sentiu-lhe a mão cheirosa e branca

Perdida em seus cabelos,

Nem resvalou do sonho deleitoso

A reais pesadelos…

Quem nunca te beijou, flor dos amores,

Flor do meu coração,

E não pediu frescor, febril e insano

Da noite à viração!

Ah! feliz quem dormiu no colo ardente

Da huri dos amores,

Que sôfrego bebeu o orvalho santo

Das perfumadas flores…

E pôde vê-la morta ou esquecida

Dos longos beijos seus,

Sem blasfemar das ilusões mais puras

E sem rir-se de Deus!

Mas, nesse doloroso sofrimento

Do pobre peito meu,

Sentir no coração que à dor da vida

A esperança morreu!…

Que me resta, meu Deus? aos meus suspiros

Nem geme a viração…

E dentro, no deserto do meu peito,

Não dorme o coração!

Desânimo

Estou agora triste. Há nesta vida

Páginas torvas que se não apagam,

Nódoas que não se lavam… se esquecê-las

De todo não é dado a quem padece…

Ao menos resta ao sonhador consolo

No imaginar dos sonhos de mancebo!

Oh! voltai uma vez! eu sofro tanto!

Meus sonhos, consolai-me! distraí-me!

Anjos das ilusões, as asas brancas

As névoas puras, que outro sol matiza.

Abri ante meus olhos que abraseiam

E lágrimas não tem que a dor do peito

Transbordem um momento…

E tu, imagem,

Ilusão de mulher, querido sonho,

Na hora derradeira, vem sentar-te,

Pensativa e saudosa no meu leito!

O que sofres? que dor desconhecida

Inunda de palor teu rosto virgem?

Por que tu’alma dobra taciturna,

Como um lírio a um bafo d’infortúnio?

Por que tão melancólica suspiras?

Ilusão, ideal, a ti meus sonhos,

Como os cantos a Deus se erguem gemendo!

Por ti meu pobre coração palpita…

Eu sofro tanto! meus exaustos dias

Não sei por que logo ao nascer manchou-os

De negra profecia um Deus irado.

Outros meu fado invejam… Que loucura!

Que valem as ridículas vaidades

De uma vida opulenta, os falsos mimos

De gente que não ama? Até o gênio

Que Deus lançou-me à doentia fronte,

Qual semente perdida num rochedo,

Tudo isso que vale, se padeço!

Nessas horas talvez em mim não pensas:

Pousas sombria a desmaiada face

Na doce mão e pendes-te sonhando

No teu mundo ideal de fantasia…

Se meu orgulho, que fraqueia agora,

Pudesse crer que ao pobre desditoso

Sagravas uma idéia, uma saudade…

Eu seria um instante venturoso!

Mas não… ali no baile fascinante,

Na alegria brutal da noite ardente,

No sorriso ebrioso e tresloucado

Daqueles homens que, pra rir um pouco,

Encobrem sob a máscara o semblante,

Tu não pensas em mim. Na tua idéia

Se minha imagem retratou-se um dia

Foi como a estrela peregrina e pálida

Sobre a face de um lago…

Dinheiro

Oh! argent! Avec toi on est beau, jeune, adoré;

on a consideration, honneur, qualités, vertus.

Quand on n’a point d’argent, on est dans la dépendance

de toutes choses et de tout le monde

Chateaubriand

Sem ele não há cova- quem enterra

Assim grátis, a Deo? O batizado

Também custa dinheiro. Quem namora

Sem pagar as pratinhas ao Mercúrio?

Demais, as Dânaes também o adoram…

Quem imprime seus versos, quem passeia,

Quem sobe a Deputado, até Ministro,

Quem é mesmo Eleitor, embora sábio,

Embora gênio, talentosa fronte,

Alma Romana, se não tem dinheiro?

Fora a canalha de vazios bolsos!

O mundo é para todos… Certamente

Assim o disse Deus mas esse texto

Explica-se melhor e doutro modo…

Houve um erro de imprensa no Evangelho:

O mundo é um festim, concordo nisso,

Mas não entra ninguém sem ter as louras.

É Ela! É Ela! É Ela! Éla!

É ela! É ela! – murmurei tremendo,

E o eco ao longe murmurou – é ela!

Eu a vi… minha fada aérea e pura –

A minha lavadeira na janela!

Dessas águas-furtadas onde eu moro

Eu a vejo estendendo no telhado

Os vestidos de chita, as saias brancas;

Eu a vejo e suspiro enamorado!

Esta noite eu ousei mais atrevido

Nas telhas que estalavam nos meus passos

Ir espiar seu venturoso sono,

Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!

Como dormia! Que profundo sono!…

Tinha na mão o ferro do engomado…

Como roncava maviosa e pura!…

Quase caí na rua desmaiado!

Afastei a janela, entrei medroso…

Palpitava-lhe o seio adormecido…

Fui beijá-la… roubei do seio dela

Um bilhete que estava ali metido…

Oh! de certo… (pensei) é doce página

Onde a alma derramou gentis amores;

São versos dela… que amanhã de certo

Ela me enviará cheios de flores…

Tremi de febre!

Venturosa folha!

Quem pousasse contigo neste seio!

Como Otelo beijando a sua esposa,

Eu beijei-a a tremer de devaneio…

É ela! É ela! – repeti tremendo;

Mas cantou nesse instante uma coruja…

Abri cioso a página secreta…

Oh! Meu Deus! Era um rol de roupa suja!

Mas se Werther morreu por ver Carlota

Dando pão com manteiga às criancinhas

Se achou-a assim mais bela – eu mais te adoro

Sonhando-te a lavar as camizinhas!

É ela! É ela! meu amor, minh’alma,

A Laura, a Beatriz que o céu revela…

É ela! É ela! – murmurei tremendo,

E o eco ao longe suspirou – é ela!

Fragmento de um Canto em Corda de Bronze

Deixai que o pranto esse palor me queime,

Deixai que as fibras que estalaram dores

Desse maldito coração me vibrem

A canção dos meus últimos amores!

Da delirante embriaguez de bardo

Sonhos em que afoguei o ardor da vida,

Ardente orvalhos de febris pranteios,

Que lucro à alma descrida?

Deixai que chore pois. – Nem loucas venham

Consolações a importunar-me as dores:

Quero a sós murmurá-la à noite escura

A canção dos meus últimos amores!

Da ventania às rápidas lufadas

A vida maldirei em meu tormento –

Que é falsa, como em prostitutos lábios

Um ósculo visguento. Escárnio!

Para essa muitas virgens

Como flores – românticas e belas –

Mas que no seio o coração tem árido,

Insensível e estúpido como elas!

Que agreste vibrar, ruja-me as cordas

Mais selvagens desta harpa – quero acentos

De áspero som como o ranger dos mastros

Na orquestra dos ventos!

Corre feio o trovão nos céus bramindo;

Vão torvos do relâmpago os livores:

Quero às rajadas do tufão gemê-la,

A canção dos meus últimos amores!

Vem, pois, meu fulvo cão! ergue-te, asinha,

Meu derradeiro e solitário amigo! –

Quero me ir embrenhar pelos desvios

Da serra – ao desabrigo…

Glória Moribunda (fragmento)

Une fille de joie attendait sur la borne. THÉOPH. GAUTIER

É uma visão medonha uma caveira?

Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.

Foi a cabeça ardente de um poeta,

Outrora à sombra dos cabelos loiros,

Quando o reflexo do viver fogoso

Ali dentro animava o pensamento,

Esta fronte era bela. Aqui nas faces

Formosa palidez cobria o rosto…

Nessas órbitas?ocas, denegridas! ?

Como era puro seu olhar sombrio!

Agora tudo é cinza. Resta apenas

A caveira que a alma em si guardava,

Como a concha no mar encerra a pérola,

Como a caçoula a mirra incandescente.

Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;

Por que repugnas levantá-la agora?

Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!

Quanta vida ali dentro fermentava,

Como a seiva nos ramos do arvoredo!

E a sede em fogo das idéias vivas

Onde está? onde foi? Essa alma errante

Que um dia no viver passou cantando,

Como canta na treva um vagabundo,

Perdeu-se acaso no sombrio vento,

Como noturna lâmpada, apagou-se?

E a centelha da vida, o eletrismo

Que as fibras tremulantes agitava

Morreu para animar futuras vidas?

I

De tanta inspiração e tanta vida

Que os nervos convulsivos inflamava

E ardia sem conforto…

O que resta? uma sombra esvaecida,

Um triste que sem mãe agonizava…

Resta um poeta morto!

Morrer! e resvalar na sepultura.

Frias na fronte as ilusões-no peito

Quebrado o coração!

Nem saudades levar da vida impura

Onde arquejou de fome… sem um leito!

Em treva e solidão!

Tu foste como o sol; tu parecias

Ter na aurora da vida a eternidade

Na larga fronte escrita…

Porém não voltarás como surgias!

Apagou-se teu sol da mocidade

Numa treva maldita!

Tua estrela mentiu. E do fadário

De tua vida a página primeira

Na tumba se rasgou…

Pobre gênio de Deus, nem um sudário!

Nem túmulo nem cruz! como a caveira

Que um lobo devorou!…

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