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Paródia dos Meus Oito Anos – Oswald de Andrade

Paródia dos Meus Oito Anos – Oswald de Andrade

Oswald de Andrade retorna da Europa e inicia a divulgação do Futurismo de Marinetti e da técnica do verso Livre, proposta por Paul Fort.

Sua atitude irreverente e demolidora já se manifestara, um ano antes, na fundação com Emílio de Menezes. Nas páginas desse semanário Juó Banavere, pseudônimo do engenheiro alexandre Marcondes Machado, parodiava no português macarrônico dos bairros (ítalo-paulistanos, os poemas antológicos do Romantismo e do Parnasianismo, dessacralizando-os com humor e a sátira.

A veia parodística estará presente na obra de Oswald de Andrade.

Observe a paródias que Oswald fez de Casimiro de Abreu:

MEUS OITO ANOS

Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra!
Da rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais

(Oswald de Andrade)

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